sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Inércia?
A vítima diz que não estava com o dinheiro. Curiosos começam a se juntar. O menino sai de dentro do bar e grita para o bandido: "Não mate meu pai, moço". Como não recebe o dinheiro, o assaltante, um homem magro aparentando ter 30 anos, sai correndo e monta na garupa de uma moto. Ele tem o cuidado de tapar a placa do veículo.
Uma quadra depois, ele desce da moto e entra em um Palio Weekend branco com insulfilm. Nada foi roubado e ninguém ficou ferido.
Uma testemunha informa à Polícia Militar que havia ocorrido uma tentativa de assalto e disse qual era a placa do carro. Na mesma hora, a PM vê em seu sistema que o veículo pertence a um homem, de 26 anos, morador da Grande São Paulo. Mesmo sabendo de quem era o veículo ninguém foi preso naquele dia nem levado à delegacia para prestar esclarecimento. Qual será o motivo?
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
PT + PSDB?

Pode parecer estranho os tucanos se bicarem com petistas, não? Pois é, mas isso está acontecendo mais uma vez. O duro é que em MS essas duas figuras sempre foram adversárias. Não era como José Serra e Lula que lutaram contra a ditadura militar e, quando a democracia se recompôs, caminharam cada um para o seu lado. Pelo contrário.
Lúdio sempre foi um conservador convicto. Um fazendeiro, apoiador da ditadura e que nos últimos anos tem ganhado dinheiro vendendo suas terras para o Incra.
Zeca era um sindicalista de esquerda. Tá certo que depois que passou pelo governo, como todo bom petista, esqueceu-se de algumas de suas teorias. Chegou até a aprovar uma lei estadual que voltava a conceder pensão vitalícia para ex-governadores. Ele, logicamente, seria beneficiado caso a legislação não tivesse sido considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal.
De qualquer forma, jamais imaginei que Lúdio e Zeca poderiam se unir. Ingenuidade minha? Talvez.
Toda vez que vejo o Zeca me lembro de seus discursos a favor dos sem-terra (se bem que quando ele foi governador deixou muitos deles a Deus dará só vivendo às custas de cestas básicas). Lembro de seus programas assistenciais, da corrupção de seu governo e de seus embates com os ruralistas.
Quando vejo a figura do velho Lúdio (hoje com 87 anos) lembro de um episódio que me contaram de quando ele foi prefeito,entre as décadas de 80 e 90. Um grupo de sem-terra estava reunido em uma praça da cidade, próxima à prefeitura. Em dado momento, Lúdio mandou despejar um caminhão de terra preta nos trabalhadores. "Não é terra que eles querem. Então tomem terra". Acho que esse episódio só não resultou em morte porque o MST não era tão forte assim naquela época e talvez não tivesse tanta gente armada.
Analisando o movimento político de Zeca ele está tentando de todas as formas minar o poder do atual governador André Puccinelli (PMDB) que costumava ter todos os seus aliados bem debaixo de suas asas.
Roubar o apoio dos ruralistas pode ser um golpe letal contra as pretensões peemedebistas. O engraçado mesmo vai ser ver a tucanada indo a rua fazer campanha para Zeca. Alguém já imaginou ver a senadora Marisa Serrano (que baba de raiva contra o governo Lula), o ex-petista Ben-Hur Ferreira, o deputado estadual Reinaldo Azambuja ou o prefeito Flávio Kayatt andando pelas ruas de MS com uma estrela vermelha no peito e gritando "Olê, olê, olê, olá, Dilma, Dilma. Olê, olê, olê, olá, Zeca, Zeca!"?. Vai ser engraçado, mesmo!
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Atenção centenários
Eita, hoje morreu o antropólogo francês Claude Lévi-Strauss, aos 100 anos. Já li alguma coisa dele na faculdade, se não me engano. Também bateu as botas hoje o escritor espanhol Francisco Ayala, aos 103. Dele não li nem orelha de livro.Não sei, não. Mas acho que alguém no andar de cima está de mal dos centenários. Oscar Niemeyer, de dona Canô, ambos com 102, que se cuidem.
Eu tinha uma bisavó que foi para o piso superior com mais de cem. Acho que a coroa tinha uns 102, mas não tenho certeza. O engraçado é que a velhinha era uma animação só. Conversava em guarani, adorava banana e estava sempre com um sorriso no rosto. Depois de se casar três vezes e ter 19 filhos (ou quase isso), dizia que estava em busca de um novo marido. Quanta disposição.
http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://idontlikemondays.files.wordpress.com/20
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
A cara do coroa
Desde às 8h da matina há jornalista no local. O mais experiente deles, certamente, é um cidadão de ralos cabelos brancos, com seus 60 e poucos anos de idade e 30 e tantos de jornalismo. Lá está ele sentado no pé da escadaria, com seus 1,80m de altura, e perto dos 100 kg, com uma bolsa cinza escorada no ombro esquerdo, a máquina Canon pendurada no pescoço e um óculos simples, quase sem detalhes.
Brincalhão, o fotógrafo é o mais zoado pelos colegas com tatuagens espalhadas pelos braços, cabelos da modinha e brincos de argola. "Olha lá, Grandão. Agora o homem vem". Só o tiozão corre para a porta do prédio e quase todos caem na gargalhada.
Por volta das 14h, quando chegou o substituto do Grandão, ele entra no prédio dizendo que vai ao banheiro. Antes disso, um policial falastrão tinha acabado de sair da sede e falar que achava que o depoimento do cara já havia terminado.
Quando o fotógrafo volta do banheiro, ele corre em direção aos colegas, olha para trás e fala em alto e bom som: "É o cara". Todos, sem exceção, despertam, correm, amontoam-se e miram câmeras (fotográficas e filmadoras) em direção à porta.
Quando menos esperam, o tão sacaneado fotógrafo vai até a porta, vira para os colegas, joga uma moeda para cima e diz: "Deu cara". A galera fecha o semblante. "É bom ver um bando de trouxas reunidos", concluiu gargalhando.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Novas portas, velhos hábitos
Além de mais discretas, as novas portas são muito mais leves. Um alento para a mulherada que ficava duas horas para puxar a maçaneta a abrir lentamente a pesada porta.
O duro foi ouvir um colega gritar esses dias. "Pô, essa porta não corta fogo nenhum. Ela é fake". Fake? Ora, pois! Por que ele não disse falsa?
Aliás, para que tanto estrangeirismo. Às vezes tenho a impressão de que quem usa tanto estrangeirismo assim é porque quer mostrar que sabe (ao menos um pouco) uma língua diferente.
Por que know-how, ao invés de conhecimento? Qual a razão de dizer expertise, e não experiência?
Não sou um exímio conhecedor da língua portuguesa, tampouco um defensor do português da época dos colonizadores. Longe disso (muitas vezes peco na escrita, admito).
Agora, há de se ressaltar que a língua tem suas modificações cotidianas. O coloquialismo, muitas vezes, supera o formalismo. Isso até é salutar. Mas, se há uma língua pátria, por que não usá-la sempre que possível?
*PS: Enquanto escrevia esse texto, encontrei um dicionário "fora de série" na internet. É o "Dicionário Informal". Criado por internautas, o objetivo dele, segundo o próprio site, é "documentar on-line a evolução do português". Interessante, apesar das esdrúxulas interpretações de alguns verbetes.
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Antigos rancores
O rancor dos paraguaios com os hermanos brasileiros e argentinos é antigo. Surgiu na Guerra do Paraguai e permanece até hoje. Não tiro a razão deles. Acredito que eu já tenha escrito algo a respeito disso neste nobre espaço que quase niguém lê. Nesse fim de semana dois exemplos ilustram bem essa tese.
Editorial do jornal ABC Color, um dos maiores da nação guarani, atacou ferozmente o Brasil e a visita do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.
Lembrou da colonização do Paraguai e citou ainda que a intenção do Brasil é "anexar" o vizinho ao seu domínio. A íntegra do artigo está aqui, e foi traduzida pelo interessante blog Sopa Brasiguaia.
O outro exemplo ao qual eu me referia é o do ataque contra o técnico Diego Maradona e os "maradonetes", ops, e a seleção da Argentina. Em tom pejorativo, o jornal Cronica, chamou os argentinos de "curepas" (expressão que significa couro de porco).
O motivo de tanto rancor é o jogo que as seleções dos dois países farão na próxima quarta-feira (09/09/09, nossa quanto 9). A partida é válida pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2010.
Como se não bastasse o belo apelido dado aos "maradonetes", o periódico paraguaio critica o próprio treinador, fazendo ironias com o uso de drogas. "Se pensava em ganhar, Maradona, não aspire", diz trecho do texto que pode ser visto no Terra.
Por mais que o tempo passe, há rivalidades e rancores que dificilmente são apagados para quem levou a pior na guerra.
sábado, 5 de setembro de 2009
Novela da vida real

- Ah lá, agora chegou!
Alarme falso.
- Agora, é!
Segundo alarme falso.
- Agora não tenho dúvida, de onde vem tanta gente. Só pode ser!
Finalmente, era. Depois de quase duas horas chegou ao cemitério o corpo da adolescente assassinada na favela de Bananópolis após uma troca de tiros entre guardas municipais e supostos ladrões de carro.
A afobação nas horas que antecediam o início da cerimônia de sepultamento era do guardador de carros Zé. Aos 75 anos, aparado por uma bengala, ele complementa sua aposentadoria cuidando de veículos estacionados no cemitério da Vila Alpina.
Nos nove anos que trabalha no local, Zé nunca viu tanto repórter. As maiores emissoras de rádio e TV, os maiores jornais e os maiores urubus do país estavam lá.
Todos esperavam uma lágrima cair, alguém desmaiar ou, simplesmente, um cidadão gritar por Justiça.
Tudo isso rolou. Mas o que mais chamou a atenção foi um experiente cinegrafista da Rede Bobo. A família da garota pediu que a imprensa respeitasse o momento do sepultamento e que todos se afastassem da sepultura, onde gostariam de fazer uma oração.
O coveiro ainda estava abrindo a cova, familiares e amigos carregavam o caixão para a sepultura e o experiente cinegrafista gritou:
- Amigo, para de cavar um pouco aí.
Como ele não foi atendido, repetiu em tom mais alto.
- Faz favor de parar de cavar.
Essa imagem já estava perdida. Afinal, não seria plasticamente elegante exibir uma cena como essa em horário nobre. Não contente com sua atuação, o cinegrafista buscava uma nova cena que lhe agradasse.
Após a oração, o caixão começou a descer a vala. Os familiares fizeram um círculo em torno da sepultura e aí ouviu-se novamente a voz do cinegrafista:
- Ôooo pessoal vamos abrir um espaço aí. Chega para lá amigo. Não consigo filmar o caixão assim.
Atuando como se tudo aquilo fosse um filme, o cinegrafista ouviu chiadeira apenas de um colega, que tentava lhe lembrar que aquilo era “vida real” e não a novela das oito.
Aparentando estar com a consciência límpida, o cameraman ignorou os comentários, apertou o rec quando a sogra da jovem desmaiou, seguiu com o botão apertado quando amigos dela que xingaram a imprensa, mostrou as pessoas deixando cemitério, desligou a filmadora, acendeu um cigarro, entrou em seu carro e foi embora. Como se nada tivesse acontecido.
Ah, ao final daqueles momentos tensos, o seu Zé, aquele guardador de carros, disparou:
- Foi emocionante, né?
*Cédito da Foto: Paulo Madeira / Olhares.com
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Psicolouco
Respiro fundo e penso: "Será que estou precisando de uma psicóloga? Não que isso seja mal, mas achava que que minha dose de análise já tinha passado! Como essa pessoa com um nome simples e que eu nem conheço me descobriu? Será que ela escondeu uma microcâmera em meu apartamento e ouviu meus desabafos com minha noiva (é, agora ela não é só namorada, uhuuu)? Ihhh, sei não. Acho que fui grampeado".
Respiro fundo mais uma vez, tomo um gole do café de máquina, olho para o relógio que sempre corre contra mim (vai trabalhar, vagabundo) e resolvo ler o e-mail.
Na terceira linha eu entendo. É mais um daqueles releases disparados a Deus dará como spams que enchem as caixas dos cidadãos. O grupo de apoio ao qual a mensagem se referia é destinado para pacientes que estão com câncer. Até onde eu sei, não me enquadro nesse grupo, graças a Nossa Senhora do Triciclo.
De qualquer forma, a mensagem serve para lembrar que, possivelmente, as dores de cabeça que estou tendo no trabalho e minha irritação devem ser porque estou no meu inferno astral. Ha. Ha. Ha. Como se eu acreditasse nessas balelas.
Bom, em inferno astral eu não creio, mas, convenhamos, ver a terceira década de vida chegando é assustador. Né não?
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Exageros
O aviso poderia muito bem ser de algum centro médico, onde a assepsia deve ser extrema. Mas não. Isso está no bebedouro do meu ambiente de trabalho.
Eu já estava achando um absurdo outra medida que eles haviam tomado por aqui, o tal do álcool em gel.
Em todos os andares, nas entradas do prédio e dos banheiros há um potinho, tipo aqueles que comportam sabonete líquido nos toaletes de restaurantes, cheio de álcool em gel.
As medidas, segundo comunicado oficial do departamento de recursos humanos, servem para evitar a proliferação da influenza A (a tal da gripe suína).
A coisa está tão grave que daqui a pouco vão nos proibir de cumprimentar as pessoas com beijos no rosto ou abraços. Talvez até com apertos de mãos. Não estranho nada se todos começarem a se cumprimentar com breves olás seguidos de um rápido aceno.
Imagina se esse povo tomasse tereré. Cada um teria que ter a sua própria guampa e dividiriam, no máximo, a mesma garrafa d'água. Isso é, se eles não tivessem encostado a garrafa na torneirinha do bebedouro.
Mas há um lado bom nessa história. Após a lei antifumo, o álcool em gel está servindo para alguma coisa. Explico. Dias desses chegava ao trabalho e vi quatro pessoas fumando na calçada do prédio. Um deles me cumprimentou. Como não poderia deixar de ser, fiquei com a mão podre de cigarro. Aproveitei o potinho e troquei o cheiro de fumaça pelo de álcool.
Será que o exagerado sou eu?
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Semana atribulada
Amigos que estão ao lado e não tem atenção
Morena cheirosa, que não lhe dei a mão
Dor de cabeça, cansaço, sem treta
Não dá para viver assim
Trabalho mais do que tudo
Parece que não tem fim
Palavras idiotas no fim do expediente
Não há nada mais agora
Que mude o dia da gente
A vida é assim mesmo
Qual é a razão de sermos desse jeito?
Por que não mudamos?
E passamos a viver um pouco ao acaso
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Ética?

domingo, 19 de julho de 2009
A gripe e o testamento
A paranoia que se faz em torno de uma doença como essa é impressionante. A mídia fica em cima e meia dúzia de “profissionais de saúde” irresponsáveis a alimentam. Não há o que temer.
Se tiver mais de um dos sintomas da doença (febre alta, dor de cabeça, irritação nos olhos e nas narinas, náusea, vômito, diarreia, dor muscular e nas articulações), é só procurar um posto de saúde ou seu médico particular.
O próprio José Gomes Temporão, ministro da Saúde, disse esses dias em uma entrevista na Record que mais de 77 mil pessoas morrem por ano no Brasil com sintomas da influenza normal.
Ou seja, a gripe que as pessoas tratam com o chazinho da vovó tem um potencial de letalidade (será que posso usar esse termo?) maior que o da influenza suína, ou influenza A H1 N1.
Recentemente, a coordenadora de Controle de Doenças da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, Clélia Aranda, escreveu um artigo afirmando que não há motivo para pânico.
Outro dia, ouvi dizer que um infectologista lá da minha terra (Mato Grosso do SUL) afirmou em uma palestra que o vírus foi “criado” pela indústria de medicamento para vender mais remédios e, futuramente, a vacina salvadora também.
Não vou citar o nome do médico porque não ouvi isso diretamente dele. Mas, segundo me contaram, a tese dele é a de que a crise financeira bateu forte nessas indústrias e, por isso, elas precisavam ter algum retorno financeiro imediato.
Para que fique bem claro. Quando eu espirrar, muito provavelmente é minha rinite que atacou nessa cidade louca e com um ar tão puro como o de uma floresta inexplorada.
Para não irmos muito longe, no Brasil eram 1.175 infectados, 11 mortes; na Argentina, 3.056 contaminados, 137 mortes; e no Paraguai, onde fica a Capital Del Mondo (Assunção), foram 125 contagiados e 3 mortes. Será que precisa de tanto alarde?
Ahhh, se eventualmente minha rinite ficar turbinada e eu não resistir, aviso que os meus bens materiais (meia dúzia de livros, umas garrafas de pinga e um celular velho) devem ser leiloados.
A grana que for arrecadada no leilão (que provavelmente serão bilhões de guaranis) deve ser dividida em duas partes: metade será para construir uma casinha nova para o meu cachorro e a outra metade doada para a Associação da Nossa Senhora do Triciclo. E tenho dito!
sábado, 18 de julho de 2009
O próprio umbigo
Não dá para esperar que relações entre países sejam uma via de mão única. O Brasil não deve fazer com os países subdesenvolvidos o que as grandes potências sempre fizeram conosco. Em relações internacionais, não é admissível esperar a submissão por uma das partes.
Há quem diga que a parceria do Brasil com os guaranis para a instalação da hidrelétrica de Itaipu seja resquício da Guerra do Paraguai e por isso mesmo não deveria haver nenhuma revisão do atual contrato que prejudica o lado mais fraco. Pelo contrário.
Longe de mim ser defensor do atual governo brasileiro. Só penso que ceder algumas vezes faz parte dos relacionamentos, principalmente entre Estados soberanos.
O que o Brasil está fazendo é o que ele espera que seja feito consigo mesmo. Se tivéssemos o mesmo retorno dos Estados Unidos ou da Inglaterra em outros tempos, talvez não estivéssemos tão atrasados.
Não acredito que Lula queira beneficiar Fernando Lugo. Há momentos em que é necessário despersonificar algumas atitudes de governos.
A visão de que um acordo entre os dois presidentes seria uma forma de melhorar a avaliação de Lugo (que foi bispo da Igreja Católica e tem mais filhos que um coelho) é demasiadamente simplista.
Há pouco mais de um ano, conheci em um albergue um senhor francês (Jean) que passeava em São Paulo. Aposentado, ele trabalhou durante quase toda a vida com educação de jovens infratores na França.
Além de conhecer a América do Sul, a viagem dele tinha como objetivo fazer serviço social e voluntário em alguma comunidade pobre do continente.
Antes de vir ao Brasil, Jean esteve na Argentina. Lá, dizia ele, o povo não é tão pobre. Aqui, só é desorganizado e suja muito as ruas. Depois de ficar pouco mais de duas semanas percorrendo diversos pontos de São Paulo e conversar com meio mundo, decidiu ir para a Bolívia.
“Pelo que pesquisei, lá sim tem gente miserável”, me falou Jean. E seguiu seu rumo. Qual foi o resultado da experiência dele? Não sei. Infelizmente não falei mais com ele. O camarada é meio avesso à internet e disse que ficaria com meus telefones para um eventual contato.
De qualquer forma, contei essa história para ressaltar que algumas vezes, pelo menos, é preciso parar de olhar para o próprio umbigo e pensar um pouco nos menos favorecidos.
Admito: é fácil falar, tudo isso. Difícil é concretizar.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Tudo pela audiência
O ápice do absurdo ocorreu no ano passado, quando, em São Paulo, preferiu passar uma partida do Corinthians na segunda divisão a transmitir a final da Taça Libertadores da América entre o Fluminense e a LDU.
Neste ano, a cena se repete. Como não nenhum time paulista na final da Libertadores (entre Cruzeiro e Estudiantes), a TV dos Marinho vai transmitir Flamengo e Palmeiras. Na semana passada, durante a primeira partida da final, o televisionável foi Corinthians e Fluminense.
É o máximo da desvalorização dos grandes torneios esportivos. O ex-jogador e magistral colunista Tostão, já fez o alerta na semana passada em sua coluna na Folha de S. Paulo: "Cruzeiro e Estudiantes fazem hoje o primeiro jogo decisivo. A Taça Libertadores da América é o título mais importante e mais desejado pelos clubes brasileiros e argentinos.
Mesmo assim, a CBF, para atender aos interesses da Globo, adiou o jogo entre Corinthians e Fluminense para o mesmo dia e horário da partida da Libertadores. Para a Globo, o jogo pelo Brasileiro dá mais audiência no Rio e em São Paulo".
Além disso, há outros problemas em relação ao Brasileiro, conforme noticiou ontem a coluna Painel FC, também da Folha.
"A Globo programa transmitir em TV aberta 12 jogos do Corinthians de um total de 19 do primeiro turno do Brasileiro. Algumas partidas, que serão em São Paulo, devem passar só fora da cidade. Com isso, os corintianos terão três jogos a mais na tela global em relação a São Paulo e a Fluminense, os segundos. É um reflexo da política da emissora para o Corinthians da era Ronaldo. Em toda a temporada, a emissora usou até agora 70% das partidas do time. Executivos da Globo não foram encontrados para comentar a preferência."
Tudo isso porque, segundo Tostão, "vivemos a época do espetáculo e da audiência. Poucos querem saber de análises e de reflexões. Existe uma epidemia de idiotice. Os fatos se tornam importantes de acordo com a audiência. As pessoas passam a ser analisadas por seu comportamento pessoal, não pelo seu trabalho. Alguns jornalistas não querem apenas dar e analisar a notícia. Querem ser a notícia. É o show da audiência".
Mais uma vez, estamos reféns dessa trupe que acha que sabe tudo de futebol, mas antes de transmitir uma partida olha para o próprio bolso.
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Feriado em Bananópolis

quarta-feira, 1 de julho de 2009
Peão paulistano
Quando chegou na fazenda da família Orsi Corrêa da Costa, os peões desconfiaram do cara. Acharam que ele era um mauricinho que nada sabia de fazendas. Certamente era. Mas também era uma pessoa determinada e pronta a aprender.
Seu Orsi, o patriarca da família, no alto de seus 85 anos, perguntou ao jovem paulistano se ele tinha mesmo a certeza de que queria ser peão. Paulo, que ainda não tinha chegado à terceira década de vida, disse que sim. “Estou pronto para o que der e vier. Para mim, não há nada melhor do que ouvir o canto dos pássaros todos os dias, andar a cavalo e ver o voo do tuiuiú à beira do Rio Paraguai”.
O patriarca concordou com o desejo do rapaz, mas como precisava de um funcionário e não de um hóspede, disse que o rapaz deveria ficar na fazenda, acompanhando o trabalho dos peões e, constantemente, passaria por testes. Se fosse bem avaliado seria contratado.
Por mais que gostasse do campo, Paulo morria de saudades da cidade. Para amenizar suas dificuldades, sua namorada foi morar com ele. Como ela era extremamente competente foi contratada para trabalhar na casa dos Orsi Corrêa da Costa. Como já tinha tido várias experiências profissionais conseguiu trabalhar como uma espécie de assessora especial do hotel da família no Pantanal.
Enquanto isso, Paulo continuava sendo testado. Quebrou pedras, capinou, semeou o campo, carregou fardos, alimentou os animais, tocou boiada, fez uma travessia pantaneira e teve de negociar com compradores de gado em nome de seu patrão. Suou um monte. Nesse tempo todo teve apoio da namorada e de vários peões da fazenda. Porém, sempre havia aqueles que lhe olhavam torto, continuavam achando que ele era um mauricinho e que jamais seria contratado para o cargo, afinal, ele era um cara da cidade.
Depois de quase dois anos, Seu Orsi decidiu contratá-lo. Deu a ele uma função difícil, mas que acreditava que o rapaz dava conta de fazer. Quando sua namorada ficou sabendo foi uma festa só. Já os colegas se dividiram. Alguns comemoraram, outros foram indiferentes e uns, como não poderia deixar de ser, secaram.
Houve quem dissesse que aquilo tudo era pura sorte, afinal, como um paulistano seria contratado por um pantaneiro. Era uma coisa tão destoante que parecia que o presidente Lula estava colocando a senadora Kátia Abreu no ministério do Meio Ambiente e a senadora Marina Silva no ministério da Agricultura.
Um dos que chiou era um cavaleiro da fazenda que há tempos trabalhava com os Orsi Corrêa da Costa e, assim como Paulo, não era pantaneiro. “A diferença é uns esquecem suas origens. Outros não”, pensou o novo peão.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Ainda resta uma esperança
Uns caracterizam essa proposta como uma "luz no fim do túnel" (veja textos do Leandro Fortes e do Olímpio Cruz Neto). Outros dizem que é a nossa única saída após a queda da obrigatoriedade do diploma para exercer a profissão de jornalista. Sérgio Matsuura, do Rio de Janeiro
A proposta, que já está sendo chamada de PEC dos jornalistas, abre duas exceções para a atividade jornalística sem a graduação na área. O colaborador, que, "sem relação de emprego, produz trabalho de natureza técnica, científica ou cultural"; e o jornalista provisionado, que já possui registro profissional regular.
Parágrafo único. A exigência do diploma a que se refere o caput é facultativa:
Charges contra a zebra
A galera estava temendo uma nova zebra. Mas dessa vez, mesmo estando na África, o animal não predominou.

Fonte: Regi, Correio Amazonense

Fonte: O Povo
quinta-feira, 25 de junho de 2009
De volta ao assunto
Selecionei alguns textos que encontrei na internet sobre o assunto. Alguns são de jornalistas, outros de blogueiros com os quais me identifiquei.
Que fique bem claro. Sou totalmente contra a decisão do STF, que foi baseada em um relatório do falastrão (ou seria melhor fanfarrão?) Gilmar Mendes.
Diz o jornalista Leandro Fortes, da Carta Capital: “O fim da obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo é uma derrota para a sociedade brasileira, não esta que discute alegremente conceitos de liberdade de expressão e acredita nas flores vencendo o canhão, mas outra, excluída da discussão sobre os valores e os defeitos da chamada “grande imprensa”.
Roberto Mancuzo, jornalista em Presidente Prudente (SP), acredita que as empresas não querem perder tempo com escolhas erradas e, mesmo com a decisão dos ministros supremos, vão investir em jornalistas graduados.
“O diploma é só papel. conhecimento em quatro anos de faculdade vale muito mais e duvido que, em são consciência, só para ficar numa das defesas mais clássicas, alguém vá contratar uma pessoa só porque ela escreve mais ou menos ou é apenas 'sacada'. Empresas jornalísticas são capitalistas, não querem perder tempo ou dinheiro com escolhas erradas”, diz Mancuzo.
O duro, P.Y falando, é que uma coisa é fazer jornalismo em cidade grande. Em regiões metropolitanas ou até mesmo em Estados desenvolvidos. A outra, completamente diferente, é trabalhar no interior do país, onde a única coisa que garante o mínimo de seriedade ao trabalho é a obrigatoriedade do diploma.
É mais ou menos nessa linha que segue o raciocínio de jornalista Esmael Morais, da Editora Tática Comunicação Integrada. “O diabo é que muitos picaretas vão se travestir de jornalista para aprofundar as trevas, que andam rondando as instituições democráticas brasileiras”.
Já o blog Montanha dos Sete Abutres fez uma bela interpretação da decisão ministerial. “Posso ser o que eu quiser, afinal a Constituição me assegura o direito ao trabalho.Posso ser médica porque eu sei fazer curativo. Posso ser engenheira porque sou craque nos predinhos de lego. Posso ser chef porque todo mundo adora a minha lasanha. Posso ser atriz, porque na minha TPM choro como ninguém. Posso ser veterinária porque sei dar comida, banho e fazer um carinho no bichinho. Posso ser jornalista porque sei ler e escrever. Posso ser magistrada porque sei tomar decisões ridículas. Costureira? Não, não posso senhor Gilmar, não sei nem pregar um botão...”
Plínio Bortolotti, em seu blog no site do jornal O Povo, diz que “agora é tocar a bola para a frente. O diploma ‘acabou’, mas o jornalismo continua, como não poderia ser diferente. Vamos, então fazê-lo, pois é isso que cabe aos jornalistas, com ou sem ‘diploma’”.
Para não deixar esse texto muito mais longo, encerro com parte da opinião de Marcelo Träsel, professor e consultor em novas mídias de Comunicação PUC-RS. O que ele afirma, é um pouco do que eu escrevi no post passado, quando eu disse que quem quer liberdade de expressão pode criar um blog, como eu fiz e fizeram os demais citados nesse espaço.
“A conclusão é que as ferramentas de publicação na Web contemporâneas permitem a qualquer pessoa com acesso a um computador conectado manifestar-se na esfera pública e, portanto, neutralizam de saída argumentos em ambos os lados do debate”.
Os interessados no tema, não acreditem apenas em minhas palavras. Leiam na íntegra os textos dos camaradas citados e tirem suas próprias conclusões.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Posso rasgar o diploma?
Derrubar a exigência de diploma para exercer a profissão de jornalista é uma falta de respeito com quem estudou e com quem ainda está nas universidades
O resultado da votação do STF e o relatório do ministro Gilmar Mendes mostram porque a grande imprensa estava poupando tanto esse senhor. Um cara, que segundo seu colega, tem capangas no Mato Grosso não merece confiança de ninguém.
Infelizmente, os nossos chefes, ou a maioria deles, provocaram isso tudo. É óbvio que as condições de trabalho serão cada vez piores. Vai estar cheio de picareta por aí dizendo que é jornalista.
Ser jornalista vai ser a mesma coisa que ser empresário, com todo respeito aos homens sérios. Quando o bandido não tem profissão diz que é empresário e pronto. Estudei quatro anos, fiz pós-graduação e ralo um monte para dizer com orgulho que sou jornalista. Essa decisão é desanimadora.
Hoje, tenho plena convicção de que nos faltou mobilização. Agora, não há mais o que fazer.
Se você quer ter liberdade de expressão imprima um monte de panfletos e espalhe pelas ruas. Faça um zine. Dispare suas ideias por e-mail. Monte um blog. Agora jornal, deixem para quem entende da coisa. Para quem se preparou para isso.
E outra, muitos dizem que estamos chorando porque queremos reserva de mercado. É isso também. Eu quero meu espaço no mercado. Muitas profissões exigem o diploma universitário. Por que a nossa não vai exigir?
Uma colega que mora na França enviou um e-mail para vários amigos rebatendo todas as alegações que a advogada do Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão no Estado de São Paulo fez no STF. Na Europa, conforme a colega, qualquer empresa exige o diploma universitário. Por que no Brasil precisa ser diferente?
Se eu rasgar o meu diploma posso trabalhar em qualquer meio de comunicação brasileiro. Que beleza, heim! Será que, se um jornalista for preso, ele terá direito a cela diferenciada até o julgamento?
Caros ministros Supremos, vocês envergonham a nossa Nação!
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Eu vou, mas você vai junto
O Senado brasileiro é mesmo uma vergonha. sexta-feira, 12 de junho de 2009
A medida do meu tempo
O tempo passou. E como percebi que não levava jeito para a coisa, desisti de escrevê-las. Da mesma forma, me afastei delas quase que por completo.
Recentemente, lendo uns textos de concurso, vi que deveria retomar a leitura (até ganhei um livro com um punhado de escritos que folheio vez ou outra).
O tempo afastado daquelas frases concisas e, ao mesmo tempo, tão profundas me deixou um pouco ignorante. Nem sempre consigo interpretá-las.
Hoje, assistindo ao Bom dia Brasil vi uma reportagem bem meia-boca sobre o Dia dos Namorados. Mas nela continha algo interessante, que na hora que a vi pensei em escrever algo porque lembrei de minha princesa. Era o seguinte trecho colhido do poema "O ameaçado" do escritor argentino Jorge Luis Borges (1899 - 1986):
"Estar ou não contigo é a medida do meu tempo".
O dia 12 de junho, além de toda essa carga emocional que criaram para os enamorados, traz-me boas lembranças. Oito anos atrás comecei a namorar a mulher mais linda (por dentro e por fora) do mundo. A companheira que qualquer um procura.
Ao lado dela, sou o homem mais feliz do Oeste (do Norte, do Sul...). Sinto não ter criatividade para poder criar um belo texto. Por isso, gostaria de oferecer a ela, e a todos os eternos apaixonados, o poema completo de Borges.
O ameaçado
É o amor. Terei de me esconder ou fugir.
Crescem as paredes de seu cárcere, como em um sonho atroz.
A bela máscara mudou, mas como sempre é a única.
De que me servirão meus talismãs: o exercício das letras, a vaga erudição, o aprendizado das palavras que usou o vago norte para cantar seus mares e suas espadas, a serena amizade, as galerias da biblioteca, as coisas comuns, os hábitos, o jovem amor de minha mãe, a sombra militar de meus mortos, a noite intemporal, o gosto dos sonho?
Estar ou não contigo é a medida do meu tempo.
O cântaro já se quebra sobre a fonte, já se levanta o homem à voz da ave, já escureceram os que olham pelas janelas, mas a sombra não trouxe a paz.
É, eu sei, é o amor:
a ansiedade e o alívio de ouvir tua voz, a espera e a memória,
o horror de viver o sucessivo.
é o amor com suas mitologias, com suas pequenas magias inúteis.
Há uma esquina pela qual não me atrevo a passar.
agora os exércitos me cercam, as hordas.
(este quarto é irreal; ela não o viu.)
O nome de uma mulher me delata.
doí-me uma mulher por todo o corpo.
--Poema de Jorge Luis Borges --
quinta-feira, 11 de junho de 2009
De virada
É a vida. O Brasil mereceu a vitória? Se fosse para levar em conta a marra do Robinho, que ontem estava mais fominha do que nunca, ou as grosserias do Elano, o Brasil merecia ter sido goleado.
Porém, empurrado pela torcida, pelos belos passes do bambi Kaká e pelos dois lançamentos do Felipe Melo (ele só fez isso) e pela habilidade de Daniel Alves, o Brasil reagiu e levou a vitória. Ahhh, não dá para esquecer do esforçado Nilmar.
Valeu a virada contra o time do rechonchudo atacante Cabañas (também chamado de Casa das Banhas). O fato é que as duas seleções estarão no ano que vem na Copa da África do Sul. O Brasil lidera as eliminatórias e os PYs estão em terceiro lugar.
Em entrevista publicada no site do jornal ABC Color, o zagueiro paraguaio Verón disse que a classificação depende apenas do próprio time. Entre os pontos positivos da equipe é que 23 de seus 29 jogadores atuando no país. Como parte deles já se conhece há tempos e, em alguns casos, jogam juntos, o trabalho do treinador Gerardo Martino fica mais fácil. Além disso, Martino, que é natural da Argentina, está há dois anos e meio no cargo, o que também traz estabilidade ao seu plantel.
Para ficar melhor na fita, os paraguaios poderiam ter em sua seleção o “Cocada”, mais conhecido como Ortigoza. O guri é bom de bola e se estiver entrosado com o grupo pode ser uma boa opção para a vaga do contundido Santa Cruz.
Eu não ia escrever nada sobre futebol, mas eu não resisto!
PS: Assistir a partidas de futebol no Brasil está cada vez mais difícil. Narração do Galvão Bueno na Globo e do Luciano do Vale na Band, não dá. Ambos disputam o título de pior narrador. Agora o Oscar de pior comentarista vai, sem dúvida, para o NETO da Band. Ô cara tosco e ignorante!
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Lugo sim, Lula não?

Então (um dia eu ainda vou abolir essa palavra do meu vocabulário), quando você viu o Jornal da Globo repercutir alguma dessas piadas?
Não se lembra? Eu afirmo com 99,5% de certeza de que a globo jamais fez isso. Nem o Jornal da Globo nem qualquer outro programa jornalístico da emissora.
Agora, quando a sacanagem é com o presidente de um país pequeno e subserviente ao Brasil, rapidamente o assunto ganha destaque.
Veja bem, não que eu defenda o superpai do Paraguai e digníssimo presidente, Fenando Lugo. Mas acho que, se é para zoar, que zoe com todo mundo, ué.
O Lugo pisou na bola? Com certeza. O cabra, além de pegador, é bom de mira. Três casos e três filhos. Tá louco, nem bisavó que teve 19 filhos (com três maridos diferentes) tinha um aproveitamento tão bom.
Já ouvi dizer até que o cara teria 17 filhos. Quase igual minha bisavó, que morreu com 104 anos, se não me engano.
Bom, sem perder o foco, acho que se é para falar de filhos e escorregadas, falemos do ex-presidente FHC, que engravidou uma repórter da TV Globo. Por que ninguém fez piada em rede nacional com ele? Por que nenhum jornal faz piada das cachaçadas do Lula? Vai entender!
Para não dizerem que eu estou mentindo, dá uma olhada aí na reportagem (http://www.youtube.com/watch?v=lC1I0L_6Asc) sobre o "Lugaucho", ou seja, Lugo + Gaucho, o macho que sai com todas.
quinta-feira, 4 de junho de 2009
O tal do blog
Quem sou eu?
Um jornalista sul-mato-grossense, descendente de paraguaio, que mora na maior cidade da América do Sul. Atenção, antes que me perguntem, não sou filho do presidente do Paraguai, Fernando Lugo. Aliás, se fosse, nem entraria com uma ação de reconhecimento de paternidade. Imagina você ficar sendo chamado de Filho do Padre. Não deve ser nada legal.
- Olha, aquele rapaz é o filho do padre.
- Sei não, mas até onde me lembro, filho do padre é o capeta. – Diriam as beatas que freqüentam o mosteiro de São Bento.
Se não me engano, na minha terra havia um camarada que concorreu ao cargo de vereador e usava esse digníssimo apelido. Ele nunca foi eleito nem a síndico de prédio.
Voltando ao que (me) interessa. Tinha vontade de escrever algumas bobagens em um blog. O problema é que me faltava tempo, incentivo e de dar um pontapé inicial.
Minha princesa, que terei outras oportunidades de falar melhor dela, sugeriu o nome do espaço e me cobrou quando postaria o primeiro texto. Cá estou.
Por que Blog o P.Y? Bom, há algumas pessoas que me chamam de paraguaio, por que, como já disse, nasci num Estado que faz fronteira com o Paraguai e por meus bisavôs serem daquele país. Acabei recebendo esse codinome.
P.Y é porque os sites de lá são identificados dessa maneira. Assim como no Brasil é ".br", na França é ".fr" e na Bolívia é ".bo", lá é ".py". Entendeu?
Vergonha do apelido? De jeito nenhum!
Além de denominar a nacionalidade de quem nasce na terra do Tereré, o termo “paraguaio” foi uma maneira pejorativa criada pelos brasileiros para se referir a produtos pirateados que são vendidos no país. Vejo dois problemas nesse sentido.
O primeiro é que a maioria desses produtos nem são fabricados no Paraguai, mas na Ásia (na China ou em algum tigre asiático). O outro é que, querendo ou não, se os camelôs não tivessem vendendo essas mercadorias nas ruas, possivelmente estariam matando, roubando, furtando e por aí vai.
Todavia, não estou aqui para defender a pirataria. Se não fosse nosso Brasil (país que amo), aliado à Argentina, Uruguai e principalmente Inglaterra, o Paraguai seria uma das potências da América. Talvez, mais moderno do que outros irmãos da bacia platina e, quem sabe, do que próprio Brasil.
Tive um professor na faculdade de Jornalismo, que entendia bem sobre a forma pejorativa que o Paraguai é tratado pela imprensa, brasileira principalmente. Qualquer hora dessas, falo um pouco mais sobre esse mestre (ou melhor, doutor).
Sem mais delongas, feita essa breve apresentação, usarei esse espaço para escrever o que me vier à cachola. Política, relações internacionais, futebol, jornalismo, história, estórias, cotidiano em São Paulo, filme, música, enfim de tudo um pouco. “Nossa, mas que cara mais sem foco”, você deve estar pensando.
Se quiser me acompanhar, seja bem vindo (a). Só não espere um post novo a cada dia. Quando eu tiver tempo pode até ser que coloque dois ou três textos diferentes no mesmo dia. Quando não, vai ser um por semana ou quinzena, mesmo.
Obrigado pelos seus 93 segundos dispensados lendo esse texto. Até breve.
