Quem sou eu?
Um jornalista sul-mato-grossense, descendente de paraguaio, que mora na maior cidade da América do Sul. Atenção, antes que me perguntem, não sou filho do presidente do Paraguai, Fernando Lugo. Aliás, se fosse, nem entraria com uma ação de reconhecimento de paternidade. Imagina você ficar sendo chamado de Filho do Padre. Não deve ser nada legal.
- Olha, aquele rapaz é o filho do padre.
- Sei não, mas até onde me lembro, filho do padre é o capeta. – Diriam as beatas que freqüentam o mosteiro de São Bento.
Se não me engano, na minha terra havia um camarada que concorreu ao cargo de vereador e usava esse digníssimo apelido. Ele nunca foi eleito nem a síndico de prédio.
Voltando ao que (me) interessa. Tinha vontade de escrever algumas bobagens em um blog. O problema é que me faltava tempo, incentivo e de dar um pontapé inicial.
Minha princesa, que terei outras oportunidades de falar melhor dela, sugeriu o nome do espaço e me cobrou quando postaria o primeiro texto. Cá estou.
Por que Blog o P.Y? Bom, há algumas pessoas que me chamam de paraguaio, por que, como já disse, nasci num Estado que faz fronteira com o Paraguai e por meus bisavôs serem daquele país. Acabei recebendo esse codinome.
P.Y é porque os sites de lá são identificados dessa maneira. Assim como no Brasil é ".br", na França é ".fr" e na Bolívia é ".bo", lá é ".py". Entendeu?
Vergonha do apelido? De jeito nenhum!
Além de denominar a nacionalidade de quem nasce na terra do Tereré, o termo “paraguaio” foi uma maneira pejorativa criada pelos brasileiros para se referir a produtos pirateados que são vendidos no país. Vejo dois problemas nesse sentido.
O primeiro é que a maioria desses produtos nem são fabricados no Paraguai, mas na Ásia (na China ou em algum tigre asiático). O outro é que, querendo ou não, se os camelôs não tivessem vendendo essas mercadorias nas ruas, possivelmente estariam matando, roubando, furtando e por aí vai.
Todavia, não estou aqui para defender a pirataria. Se não fosse nosso Brasil (país que amo), aliado à Argentina, Uruguai e principalmente Inglaterra, o Paraguai seria uma das potências da América. Talvez, mais moderno do que outros irmãos da bacia platina e, quem sabe, do que próprio Brasil.
Tive um professor na faculdade de Jornalismo, que entendia bem sobre a forma pejorativa que o Paraguai é tratado pela imprensa, brasileira principalmente. Qualquer hora dessas, falo um pouco mais sobre esse mestre (ou melhor, doutor).
Sem mais delongas, feita essa breve apresentação, usarei esse espaço para escrever o que me vier à cachola. Política, relações internacionais, futebol, jornalismo, história, estórias, cotidiano em São Paulo, filme, música, enfim de tudo um pouco. “Nossa, mas que cara mais sem foco”, você deve estar pensando.
Se quiser me acompanhar, seja bem vindo (a). Só não espere um post novo a cada dia. Quando eu tiver tempo pode até ser que coloque dois ou três textos diferentes no mesmo dia. Quando não, vai ser um por semana ou quinzena, mesmo.
Obrigado pelos seus 93 segundos dispensados lendo esse texto. Até breve.