Se existe um ditado que nunca falha é aquele que diz algo parecido com isso: "Quem bate esquece. Quem apanha não."
O rancor dos paraguaios com os hermanos brasileiros e argentinos é antigo. Surgiu na Guerra do Paraguai e permanece até hoje. Não tiro a razão deles. Acredito que eu já tenha escrito algo a respeito disso neste nobre espaço que quase niguém lê. Nesse fim de semana dois exemplos ilustram bem essa tese.
Editorial do jornal ABC Color, um dos maiores da nação guarani, atacou ferozmente o Brasil e a visita do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.
Lembrou da colonização do Paraguai e citou ainda que a intenção do Brasil é "anexar" o vizinho ao seu domínio. A íntegra do artigo está aqui, e foi traduzida pelo interessante blog Sopa Brasiguaia.
O outro exemplo ao qual eu me referia é o do ataque contra o técnico Diego Maradona e os "maradonetes", ops, e a seleção da Argentina. Em tom pejorativo, o jornal Cronica, chamou os argentinos de "curepas" (expressão que significa couro de porco).
O motivo de tanto rancor é o jogo que as seleções dos dois países farão na próxima quarta-feira (09/09/09, nossa quanto 9). A partida é válida pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2010.
Como se não bastasse o belo apelido dado aos "maradonetes", o periódico paraguaio critica o próprio treinador, fazendo ironias com o uso de drogas. "Se pensava em ganhar, Maradona, não aspire", diz trecho do texto que pode ser visto no Terra.
Por mais que o tempo passe, há rivalidades e rancores que dificilmente são apagados para quem levou a pior na guerra.
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Há 14 anos

Um comentário:
Eu leio! Eu leio! Não com a frequência que gostaria, mas...
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