terça-feira, 20 de outubro de 2009

Novas portas, velhos hábitos

Trocaram as portas corta fogo do local onde eu trabalho. Essa foi só uma das várias mudanças que estão acontecendo por aqui nos últimos meses. O barulho de marretas em paredes, serras elétricas e bate bate de martelo está deixando a galera um tanto quanto estressada.

Além de mais discretas, as novas portas são muito mais leves. Um alento para a mulherada que ficava duas horas para puxar a maçaneta a abrir lentamente a pesada porta.

O duro foi ouvir um colega gritar esses dias. ", essa porta não corta fogo nenhum. Ela é fake". Fake? Ora, pois! Por que ele não disse falsa?

Aliás, para que tanto estrangeirismo. Às vezes tenho a impressão de que quem usa tanto estrangeirismo assim é porque quer mostrar que sabe (ao menos um pouco) uma língua diferente.

Por que know-how, ao invés de conhecimento? Qual a razão de dizer expertise, e não experiência?

Não sou um exímio conhecedor da língua portuguesa, tampouco um defensor do português da época dos colonizadores. Longe disso (muitas vezes peco na escrita, admito).

Agora, há de se ressaltar que a língua tem suas modificações cotidianas. O coloquialismo, muitas vezes, supera o formalismo. Isso até é salutar. Mas, se há uma língua pátria, por que não usá-la sempre que possível?

*PS: Enquanto escrevia esse texto, encontrei um dicionário "fora de série" na internet. É o "Dicionário Informal". Criado por internautas, o objetivo dele, segundo o próprio site, é "documentar on-line a evolução do português". Interessante, apesar das esdrúxulas interpretações de alguns verbetes.

Um comentário:

Marina disse...

hum... esdrúxulo?