O bicho tá pegando do lado de lá da fronteira.
Um tal de Exército do Povo Paraguaio está aterrorizando ao menos cinco departamentos (estados) guaranis. Já sequestraram fazendeiro, explodiram prédio público, atacaram delegacias e mataram quatro pessoas em uma fazenda depois de uma emboscada.
Diante desse cenário, a Câmara dos Deputados aprovou o estado de exceção, segundo o qual autoriza a suspensão das garantias constitucionais por 30 dias e permite ao governo emitir mandados de prisão, proibir os agrupamentos de populares e os protestos. A proposta ainda precisa ser aprovada em segunda votação no Senado, antes que passe a valer.
O estado de exceção deverá valer em três departamentos que fazem fronteira com estado brasileiro de Mato Grosso do Sul: Alto Paraguai, Concepción, Amambay. Além de San Pedro e Presidente Hayes.
O EPP é um grupo guerrilheiro de esquerda que possui cerca de 100 integrantes e, segundo as autoridades paraguaias, estaria se armando para promover uma revolução. Há a suspeita de que o grupo seja financiado e até treinado pelas Farcs, da Colômbia.
Apesar de haver indícios de ser um grupo organizado, ainda não há provas robustas de que todos os atentados tenham sido cometidos por membros do EPP. Não sou um profundo conhecedor da legislação guarani, mas tenho a impressão de qualquer estado de exceção é temeroso. Talvez a saída fosse reforçar a segurança desses departamentos enviando o exército oficial e aumentando o policiamento da região.
O estado de exceção de Lugo, um ex-bispo de esquerda, pode, na minha visão, ser o primeiro passo para uma perpetuação de poder. Gostaria de estar errado.
Mais sobre o assunto, nos links abaixo:
ABC Color / Estadao / R7 / Folha -1 / Folha -2 / Folha -3
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Há 14 anos

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